Se quiserdes reconhecer tudo quanto está errado nas aceções, costumes e hábitos de até agora desses seres humanos terrenos, não vos custará muito esforço, pois nada tendes a fazer senão apanhar qualquer expressão e examiná-la profundamente. Será errada, porque já a base de todo o pensar desses seres humanos está completamente torcida. Em base errada, porém, nunca se pode desenvolver o pensar certo, pelo contrário, de acordo com a base, deve igualmente estar errado.
Tomemos hoje, pois, a denominação comumente difundida para a feminilidade terrena, como sendo o “sexo fraco”. Por certo não haverá uma pessoa entre os ouvintes que ainda não tenha ouvido essa expressão. É usada carinhosamente, bem como de forma mordaz, benevolentemente e também de modo irónico, mas é aceita sempre sem reflexão como existente, e é conservada impensadamente, ou então sem exame.
Na realidade, contudo, na Terra a feminilidade é igualmente tão forte quanto a masculinidade, só que de outra maneira.
Em minhas dissertações já esclareci muitas vezes que o conceito propriamente dito com relação à feminilidade e masculinidade parte da espécie de atuação na Criação, que, portanto, a espécie da atividade é básica para isso e somente determina a forma, que deixa reconhecer a criatura humana na Terra como feminina ou masculina.
A diferença mostra-se imediatamente, quando os germes dos espíritos humanos deixam o seu plano de origem. Aqueles que se inclinam para a atividade positiva, portanto mais grosseira, adquirem formas masculinas, ao passo que em volta daqueles que querem atuar de forma passiva, portanto mais delicada, constituem-se formas femininas. São duas espécies diferentes de atuação, porém igualmente fortes; de uma espécie mais fraca aí não se pode falar absolutamente.
Essas duas espécies dão também a interpretação da própria Cruz Viva, que em si é perfeita! A barra vertical da Cruz é a vida positiva, portanto, ativa; a barra horizontal, igualmente forte e de igual comprimento, é a vida negativa, portanto, passiva. A Cruz Viva traz ambas em si!
A Cruz da Criação, partindo da qual e em volta da qual a Criação inteira se desenvolve, diz e mostra o mesmo.
A barra vertical é a atuação positiva, ativa, e a barra horizontal, a atuação negativa, passiva.
Os anciãos, na esfera Divina, que são simultaneamente os guardiões do Santo Graal, na parte Divina do Supremo Templo do Graal, mostram em suas irradiações, igualmente, a Cruz isósceles. Neles, porém, não é a própria Cruz Viva que constitui a sua irradiação, mas deixa reconhecer que esses anciãos são espíritos completos em sua espécie, trazendo integralmente ambos em si, o ativo e o passivo, em harmonioso atuar.
Na Criação, porém, o ativo é separado do passivo em seus efeitos. Cada espírito traz em si ou apenas o ativo ou apenas o passivo, como depois se repete também com as sementes espirituais.
(…)
Tão logo caminhardes espiritualmente de maneira vigorosa junto comigo, poderei revelar-vos a Criação inteira. Depende sempre somente de vós, seres humanos! Por isso, permanecei vigilantes e ativos no espírito, para que eu de nada vos precise privar!
Dou de bom grado e alegremente, porém sou atado à lei, porque eu mesmo não posso agir diferentemente! Permitido me é dar-vos na medida de vossa capacidade de receção, e não mais! Mantende isso na lembrança. Aproveitai, por isso, o tempo, enquanto eu estiver convosco, a fim de que nada percais.
Guardai a minha Palavra e utilizai-a, ela vos pode dar tudo!
Abdruschin
Excerto da dissertação, “O sexo fraco” da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.