Deus não é fruto da filosofia do homem, mas o homem é fruto da Vontade de Deus!

Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Deuses - Olimpo - Valhalá

João18-33;36

“Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus:
Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-te outros de mim?
Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim: que fizeste?
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste
Mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus.”
Há quanto tempo já se procura obter uma interpretação certa e uma ligação com o tempo actual sobre os conhecidos deuses dos tempos passados. Eruditos e mentes instruídas buscam por uma solução que traga esclarecimento total.
Mas isso só pode ocorrer se essa solução der, simultaneamente, uma visão geral sem lacunas sobre todos os tempos! Desde o começo da Humanidade até agora. Do contrário permanecerá outra vez uma obra fragmentária. Não adianta destacar, simplesmente, aquele tempo em que floresceram os conhecidos cultos dos deuses gregos, dos romanos bem como dos germanos. Enquanto os esclarecimentos não abrangerem ao mesmo tempo todo o evoluir e o perecer, advindo de si próprios de modo bem natural, estarão eles errados. As tentativas levadas a efeito até agora, apesar da sagacidade empenhada, por fim, sempre de novo, só evidenciaram malogro, não conseguiram se manter diante de sentimentos intuitivos mais profundos, ficaram no ar, sem ligações com as épocas anteriores e posteriores.
Nem é de se esperar diferentemente se se observar de modo atento a evolução dos seres humanos.
Os ouvintes e leitores de Minha Mensagem do Graal deveriam chegar sozinhos à conclusão de como as coisas decorrem nesse terreno, tendo já em parte sido relegadas para o campo das lendas e das sagas, ou procurando supô-las como meras configurações de fantasia das concepções religiosas, formadas e imaginadas de observações da natureza e em conexão com os fenómenos diários.
Não deve ser difícil àquele que pensa e perscruta, encontrar nas antigas doutrinas de deuses algo mais do que apenas lendas de deuses. Há de até ver, nitidamente, o fenómeno real! Quem quiser que me siga, pois!
Volto aqui à minha dissertação: “Pai, perdoai-lhes; pois, não sabem o que fazem”. Aí relatei brevemente a história da Humanidade na Terra desde o princípio até hoje. Dei também uma perspectiva do prosseguimento ulterior. Aí mostrei como, no meio de circular orbital da Criação, o enteal que se acha mais abaixo do espiritual cumpriu o máximo de sua capacidade dentro do material, que está ainda mais abaixo, tendo proporcionado com esse cumprir passagem livre à penetração do espiritual mais elevado, cujo fenómeno se repete na Criação, constantemente. Esclareci também como, no corpo animal desenvolvido pelo enteal ao máximo, chamado homem primitivo, só então foi dada, em seu desenvolvimento máximo, a possibilidade do penetrar de um germe espiritual, o que também ocorreu, e que, nessa fase do desenvolvimento da criação, outrossim, será sempre dada de novo. No animal de outrora, de desenvolvimento máximo, entrou assim algo novo, o espiritual, que até então nele não estava.
Desse processo não se deve, no entretanto, tirar precipitadamente a conclusão de que tal fenómeno se repete sempre na mesma parte do Universo durante o seu desenvolvimento progressivo; pois, assim não é! Na mesma parte apenas acontece uma vez.
A lei de atração das espécies análogas passa aqui, igualmente, um ferrolho irremovível no desenvolvimento progressivo a uma repetição na mesma parte do Universo.
(…)
O espírito, com desenvolvimento normal, avança cada vez mais.
Os gregos, romanos, germanos, por exemplo, viram ainda mais! Sua visão interior ultrapassou a matéria até o enteal situado mais alto. Puderam, finalmente, com seu desenvolvimento crescente, ver também os guias dos enteais e dos elementos. Algumas pessoas mediúnicas puderam por seus dons entrar em contato mais íntimo com eles, uma vez que eles, por serem enteal-conscientes têm, todavia, algo de análogo com aquela entealidade da qual, igualmente, o ser humano tem em si, além do espiritual.
Ver, sentir e ouvir os enteais era para o desenvolvimento dos povos daqueles tempos o máximo que podiam atingir. É evidente que esses povos, então, considerassem os poderosos guias dos elementos em sua actividade e espécie diferentes como o mais elevado chamando-os de deuses. E, sua elevada sede, existente realmente qual castelo, denominado de Olimpo e Valhalá.
Mas a visão e a audição interior dos homens sempre que se manifestam se ligam com a capacidade dos conceitos e das expressões pessoais e correspondentes. Daí resulta que os gregos, romanos e germanos descreveram os mesmos guias dos elementos e de todo o enteal segundo as formas e os conceitos das respectivas concepções de seus ambientes de outrora. Contudo, eram os mesmos em tudo não obstante algumas variações nas descrições.
Quando hoje, por exemplo, se reúnem cinco ou mais realmente bons clariouvintes e todos recebem, simultaneamente, uma determinada sentença pronunciada do além, na reprodução apenas será uniforme o sentido do que foi ouvido não, porém, a transmissão das palavras! Cada um transmitirá as palavras de modo diferente e também as ouvirá diferentemente, porque já na recepção entra muito de pessoal em jogo, exactamente assim como é sentida a música de modo diferente pelos ouvintes, efectivando, contudo, no fundo a mesma direcção. A respeito de todos esses fenómenos colaterais de longo alcance na ligação do ser humano terrestre com o Universo, devo falar mais pormenorizadamente com o decorrer do tempo. Hoje, isto nos desviaria demais do tema.
(…)
Os cultos religiosos da humanidade em suas diversidades não se originam, absolutamente, de fantasia alguma, pelo contrário, mostram sectores da vida no assim chamado além. Mesmo o curandeiro de uma tribo de Negros ou de Índios tem a sua justificação no degrau inferior de seu povo. Que aí se promiscuam charlatões e impostores, não pode aviltar o caso em si.
Demónios, entes das florestas e do ar, e, também os assim chamados deuses antigos, encontram-se ainda hoje nos mesmos lugares, inalteradamente, e na mesma actividade de antes. Também o supremo templo desses grandes guias de todos os elementos, o Olimpo ou o Valhalá, jamais foi fábula, mas realmente visto. Mas o que as criaturas humanas, estacionárias no desenvolvimento, não mais puderam ver são as imagens de Deus, espírito-primordiais, primordialmente criadas que, igualmente, possuem um templo no ápice denominando-o de Templo do Graal, o Supremo Templo no espiritual-primordial e assim também em toda a Criação!
Somente por meio de inspiração podia ainda chegar uma informação da existência desse Templo aos seres humanos que se encontram no umbral de todo o espiritual, uma vez que, espiritualmente, não amadureceram tanto para ver também aquilo, pressentidamente.
Tudo é vida! Somente os seres humanos que se cuidam progressistas, em vez de progredir, desviaram, voltando em direcção às profundezas.
Não se deve acaso esperar ainda que no desenvolvimento progressivo se alteraria novamente o conceito de Deus ensinado por Cristo e pela minha Mensagem do Graal! Agora isso permanece porque algo mais não há.
Com uma entrada que hoje ainda falta ao espiritual e o aperfeiçoamento nisso, cada espírito humano pode ascender tanto que por fim adquire, incondicionalmente, a convicção desse facto no vivenciar anterior. Podia então efectivar conscientemente, feitos grandiosos estando na força de Deus, às quais já fora convocado desde o princípio. Mas, então, nunca mais se arrogaria a trazer em si algo de Divino. Essa ilusão é o carimbo e o cunho de sua imaturidade de hoje, exclusivamente!
A grande humildade encontrar-se-ia então na consciência certa, originar-se-ia o servir libertador que é dado pela doutrina de Cristo sempre como exigência.
Somente quando os missionários, os pregadores e os preceptores, baseados no conhecimento da evolução natural em toda a Criação, e com isso também do conhecimento exato das leis da Vontade Divina começarem sua actividade e sem saltos e sem deixarem lacunas, é que poderão obter reais resultados, espiritualmente vivos.
Agora, cada religião, infelizmente, nada mais é do que uma forma hirta mantendo coeso, penosamente, um conteúdo inerte. Todavia, após a transformação indispensável, esse conteúdo até então inerte, torna-se vigoroso ao adquirir vida, rebenta as frias, mortas e hirtas formas e bramindo se derrama jubilosamente sobre o Mundo inteiro e por entre todos os povos.

Abdruschin

Excerto da Dissertação, Deuses – Olimpo – Valhalá, da obra “Mensagem do Graal”, Na Luz da Verdade, II volume.
Esta dissertação pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.

0 comentários: