Deus não é fruto da filosofia do homem, mas o homem é fruto da Vontade de Deus!

Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Criatura: Ser Humano

Génesis 2-7
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da Terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida: e o homem foi feito alma vivente.”

Surgem, repetidamente, novas ondas de indignação lançando seus círculos sobre Estados e Países provocadas por minha afirmação de que a Humanidade nada tem de Divino em si. Mostra quão profundamente a presunção lançou raízes nas almas humanas, e com que pouca vontade querem elas se separar disso, mesmo que seu sentimento intuitivo, advertindo aqui e acolá, já surja à tona deixando-os reconhecer que, contudo, finalmente, há de ser assim.
O relutar contudo não modifica em nada o facto. Os espíritos humanos, são até menores ainda, mais insignificantes mesmo do que julgam quando, de modo penoso, já chegaram interiormente à convicção de que lhes falta qualquer partícula de Divinal.


Por isso quero ir ainda além do que até agora, estirar mais um pouco ainda a Criação a fim de mostrar a que degrau pertence o ser humano. Decerto não é possível que possa iniciar com a ascensão, sem antes saber exactamente o que é e o que pode. Ciente disso saberá, finalmente, ainda a que é obrigado!
Essa é uma grande diferença a tudo que hoje quer! E que diferença!
Não desperta mais compaixão naquele a quem é dado ver claramente. Entendo com “ver”, não a visão de um vidente mas a de um sábio. Ao invés de pena e comiseração, só há de surgir agora apenas ira. Ira e desprezo por causa da medonha arrogância perante Deus, que centenas de milhares presunçosamente praticam todos os dias e a todas as horas, renovadamente. Numa presunção que não encerra nem sequer um traço de saber. Não vale a pena gastar nisso uma palavra sequer.


O que eu disser doravante só se destinará àqueles poucos que devido à sua pura humildade ainda podem chegar a certo reconhecimento sem terem antes que ser tão triturados conforme acontecerá brevemente segundo as leis Divinas para, finalmente, proporcionar ingresso à Sua legítima Palavra, abrir solo fértil para tanto!
Toda a vazia e palavrosa obra de fancaria dos que terrenamente se julgam cientes cairá em ruínas concomitantemente com o actual solo, completamente estéril!
Urge que essa verbosidade vazia, que atua como veneno sobre tudo que se esforça para cima, desmorone em si com todo o seu oco.
Mal estabeleci a separação entre o Filho de Deus e o Filho do Homem como duas personagens, incontinente surgiram tratados querendo esclarecer com complicações teólogo-filosóficas que assim não é. Sem entrar objectivamente na minha indicação, procura-se conservar o erro antigo a qualquer preço mesmo pelo preço da objectividade lógica, no modo turvo do dogma de até então. Teimosamente se agarram a algumas sentenças das velhas escrituras, excluindo qualquer pensamento próprio e assim também, com a condição não expressa de que os ouvintes e leitores, igualmente, não devem reflectir, menos ainda sentir intuitivamente; pois, do contrário, rapidamente, se reconhece que com aquelas numerosas palavras nada fica fundamentado, porque parece impossível uma conclusão certa quer para traz quer para diante. Porém, mais visivelmente ainda falta àquelas muitas palavras uma conexão com o fenómeno real.
(…)
Somente a certeza daquela grande pergunta pode conduzir a uma ascensão: “Que sou eu?” Se ela não for resolvida radicalmente, reconhecida, então a ascensão tornar-se-á amargamente difícil; pois, voluntariamente, os seres humanos não se acomodam à tal humildade, que lhes proporcionaria o caminho certo, o qual, outrossim, realmente podem seguir! Todos os acontecimentos têm comprovado isto de modo claro até à actual época.
A própria humildade ou fez desses homens escravos, o que é tão errado como a presunção, ou com essa humildade ultrapassaram em muito o alvo propriamente, e se puseram num caminho a cujo fim jamais podem chegar porque a constituição do espírito não basta para isso. E por isso caem numa profundeza, que os deixa despedaçar, porque antes quiseram ser superiores demais.
Apenas os seres criados são imagens de Deus. São os primordialmente criados, espíritos primordiais naquela Criação, propriamente, da qual tudo o mais podia se desenvolver. Nas mãos destes se acha a direcção suprema de todo o espiritual. São os ideais, modelos eternos para a humanidade inteira. O ser humano terreno, porém, só podia desenvolver copiando dessa Criação constituída. Do pequenino germe espiritual inconsciente até uma personalidade.
Somente pela observância do caminho certo na Criação, torna-se cópia das imagens de Deus! Ele mesmo, de modo algum, é a imagem propriamente! De permeio jaz ainda um grande abismo até abaixo dele!
Outrossim, das legítimas imagens, o próximo passo fica ainda longe de Deus. Por isso uma criatura humana terrena, finalmente, devia reconhecer tudo aquilo que se encontra que se encontra entre ela e a sublimidade do Divinal, a que tanto se esforça por se arrogar.
(…)
Por isso, fora com tudo o que é figurado, que o ser humano nunca aprendeu a entender por ter sido demasiadamente cómodo para a seriedade de uma interpretação certa. Já é tempo dos véus caírem, e ele ver claramente, de onde veio, quais as obrigações impostas pela sua incumbência e para onde terá que ir. Para tanto necessita do caminho! E esse caminho, o vê claramente desenhado na minha Mensagem do Graal, pressuposto que o queira ver.


A Palavra da Mensagem do Graal é viva, de modo que só se permite achar superabundantemente àquelas pessoas que têm na alma realmente sincero anseio! Tudo o mais repele automaticamente. Para os presunçosos e para os que procuram apenas superficialmente a Mensagem permanece o livro com sete selos!


Apenas quem se abrir espontaneamente, receberá. Se ele começa a leitura de antemão com disposição certa e genuína, tudo o que procura florescer-lhe-á em maravilhosa realização! Todavia os que não estiverem de coração inteiramente puro serão repelidos por essa Palavra, ou ela se fechará ante os falsos olhares. Nada encontra!


Abdruschin

Excerto da Dissertação, Criatura: Ser Humano, da obra “Mensagem do Graal”, Na Luz da Verdade, II volume.
Esta dissertaçãopode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.

0 comentários: