Deus não é fruto da filosofia do homem, mas o homem é fruto da Vontade de Deus!

Sábado, 19 de Novembro de 2011

Beleza dos Povos

A Terra está sendo agora cingida pela Luz. Fecha-se de modo firme um forte invólucro em redor do globo para que as trevas não possam escapar e, a pressão se torna cada vez mais forte comprimindo vigorosamente todo o mal de maneira que círculo após círculo de todos os acontecimentos tem que se fechar para que o fim seja ligado ao começo. Lanças de Luz e flechas de luz atravessam o ar zunindo, espada de Luz cintilam e, os asseclas de Lúcifer são pesadamente açoitados até o aniquilamento. Sagrada vitória para a Luz aqui sobre a Terra! Assim é a vontade toda poderosa de Deus. Luz haja por toda a parte, inclusive entre todos os erros da humanidade, para que ela reconheça a gora a veracidade.

Para a bênção de todos os povos deve iniciar-se a nova e grande era, para que se sintam felizes no solo a que pertencem e, exatamente de acordo com a sua raça, cheguem então à plena florescência e possam dar riquíssimos frutos, e toda a sua atuação seja, para com toda a humanidade terrena, apenas harmoniosamente beneficiadora. Assim surgirá a beleza! A Terra inteira tornar-se-á um quadro de beleza como se tivesse saído da mão do grande Criador, pois então os espíritos humanos vibrarão no mesmo sentido e, seu alegre atuar, elevar-se-á às alturas luminosas quais jubilosas orações de agradecimento refletindo, lá no alto, toda a harmonia da felicidade que essa Terra mostra!

Mas essa beleza desejada por Deus não poderá surgir enquanto os regentes procurarem introduzir à força hábitos e costumes estranhos, estranhas roupas e estranhos estilos de construções ao seu povo, ao seu país na ilusão de que assim se efetue um progresso para o seu povo. Imitação não é elevação, não é nenhuma obra própria! Uma uniformização de adaptação, é errada! Nisso a melhor medida é o senso de beleza que vos é dado para reconhecerdes o que está direito e o que está errado em tais coisas! Entregai-vos ao original e verdadeiro sentido de beleza e não podereis nunca errar; pois, esse está ligado às leis primordiais da Criação, é a expressão de uma sabedoria ainda oculta da perfeição, um indicador de caminho infalível para cada espírito, pois somente todo o espiritual nesta após-Criação tem a faculdade de reconhecer, numa bem determinada maturidade, a verdadeira beleza com consciência plena!

Mas também nisso apagastes, infelizmente, já desde muito o singelo sentimento intuitivo devido ao pecado original, agora conhecido por vós, e suas nefastas consequências pelo domínio do intelecto que criou caricaturas em tudo. A forma que ele colocou no lugar do conceito da verdadeira beleza é a tolice da moda, à qual a vossa vaidade se submeteu com excessivo bom grado. A mania da moda sepultou por completo o vosso senso de beleza pelas formas nobres e graciosas, o qual foi dado ao vosso espírito como orientação e bordão nesta grosseira existência terrena de maneira que assim tínheis que perder um forte apoio por culpa própria! Do contrário sentiríeis intuitivamente, saberíeis sempre e logo em todas as situações da vida e em todos os lugares onde algo não estivesse certo porque, por toda a parte onde vosso senso de beleza não possa vibrar alegremente, a harmonia, conforme ela é exigida pela lei da Criação não existe assim como deve ser. E onde falta harmonia também não há beleza.

Olhai para o chinês de cartola, igualmente o japonês e o turco. Caricaturas de cultura europeia. Olhai para a japonesa que agora se veste à europeia e, depois olhai-a nos trajes estranhos à sua terra! Para ela, é uma grande perda. Somente o soerguimento da própria cultura constitui legítimo progresso para cada povo! Sim, em tudo deve haver desenvolvimento ascensional, e nem uma estagnação. Mas esse desenvolvimento ascensional no progresso deve sempre ocorrer no próprio solo e partindo deste, e não pela adaptação de coisas estranhas, do contrário nunca será progresso. A própria palavra em seu verdadeiro sentido já recusa arrimos. O progresso de um povo, pois, só pode se originar e florescer daquilo que já possui, e não na adaptação de algo emprestado. Adaptar não é progresso algum que se mostre nas consequências do que existe; só isto devia incentivar as pessoas a refletir. Aquilo que é emprestado ou adaptado não é também propriedade, mesmo querendo disso se apropriar. Não é aquisição própria, não é o resultado do próprio espírito de um povo, somente no que poderia e se deveria orgulhar!
(…)

Abdruschin

Excerto da Dissertação, Beleza dos Povos, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 130) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.

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