Milhões de seres humanos terrenos se consideram pesquisadores, mas não o são! Entre a procura humilde e a pesquisa arrogante existe grande diferença.
Mesmo assim eles se cognominam pesquisadores da verdade e até se presumem de já serem sábios nesse pesquisar.
Tal presunção poder-se-ia classificar, simplesmente, como grotesco ridículo se, tantas vezes, não tivesse perigo em si, e tendo sido perigosa desde sempre. Pois, pesquisar, perscrutar, é apenas trabalho do intelecto. Mas o que é que pode esse intelecto que provém de cérebros de matéria grosseira e por isso também sujeitos às leis primordiais da Criação de matéria grosseira, pesquisar o que é do espiritual do qual em espécie nada tem de análogo. Nesse único e bem natural facto, já tem que desmoronar tudo!
Já no limite da parte fina da matéria grosseira o ser humano não pode prosseguir com a sua vontade de pesquisar.
A matéria fina é e permanecerá para o intelecto humano uma espécie estranha com a qual não pode estabelecer ligação. Mas, sem ligação, outrossim não pode haver nunca uma compreensão nem mesmo uma visão ou uma audição, menos ainda um pesquisar, examinar ou classificar nos conceitos de matéria grosseira que ao intelecto não podem faltar como prova de que se acha sob as leis de matéria grosseira, às quais permanece firmemente ligado.
Assim, cada pesquisador de até então, ou “perscrutador espiritual”, permaneceu sempre estreitamente ligado à matéria grosseira e nunca podia ir além de seus limites mais finos, mesmo com reais e elevadas realizações. A lei primordial da Criação o retém ferreamente. Não há para ele qualquer possibilidade de prosseguir.
Por essa razão tinham, também, que malograr muitas vezes tão miseravelmente muitas das assim chamadas comissões examinadoras, que se dignavam ou se sentiam convocadas para querer “examinar” propriedades mediúnicas e os seus resultados, referentes à sua legitimidade, a fim de pronunciar um julgamento segundo o qual a humanidade devesse se orientar.
Calamitoso malogro esteve sempre do lado desses examinadores embora quisessem deixar parecer o contrário, acreditando, de certo também eles mesmos no seu julgamento. A consequência das inflexíveis leis da Criação prova o contrário e fala contra eles. Qualquer outra argumentação é contra a imutabilidade das leis Divinas, portanto falsa e errónea obra humana, à qual servem como motivo propulsor a baixa vaidade e presunção da mais estreita limitação.
(…)
Observai, pois, todos aqueles que gostam, de maneira ostensiva, de falar de acontecimentos de matéria fina ou até de acontecimentos espirituais. Logo percebereis que nada sabem realmente sobre isso. Principalmente aqueles que muitas vezes falam sobre o carma! Deixai tais pessoas dar-vos uma explicação sobre o carma. Ficareis atónitos ante a desordenada confusão que aí ouvireis.
E quem não fala a respeito mas pergunta com certa humildade, primeiramente olhai-o mais de perto antes de dardes a resposta. A maioria dos que fazem perguntas a esse respeito quer descobrir no carma uma desculpa para si e para as suas fraquezas. Estão sedentos disso para, com fé em seu carma, conservar calmamente suas fraquezas e às vezes até impertinências com a autodesculpa de que a causa disso seja seu carma, se disso lhes resulta algo desagradável. Com expressão hipócrita suspiram prazerosamente: “É o meu carma, que tenho de resgatar!” Continuam com o suspirar, mesmo que com um pouco de consideração para com o próximo e um pouco de autoeducação, poderiam modificar e evitar muita coisa, com o que se tornam tiranos do ambiente destruindo a harmonia!
Não pensam e nem querem pensar que justamente assim acarretam um carma que os faz retroceder séculos!
Palavrório, nada mais do que palavrório, é tudo isso oriundo da vaidade e da falta de real boa vontade! É uma pena pelo único minuto que uma criatura humana sacrifica a tais indolentes do espírito. Não vos importais com eles e tomai a sério uma coisa: Quem realmente é sábio, jamais tagarelará!
Ele não utiliza seu saber para entretenimento, nem o oferecerá para isso! Apenas dará resposta a uma pergunta séria e isso mesmo de modo hesitante até ficar ciente de que é a vontade realmente sincera que conduz o indagador a isso.
A conversa das criaturas humanas a esse respeito é, na maior parte, apenas som vazio; pois, a compreensão de todos os seres humanos terrestres não pôde ultrapassar os limites da matéria grosseira devido aos erros que cometeram na Criação os quais os detém devido à indolência de seus espíritos que confundiram com intelecto terreno criando assim para si próprios a limitação inferior.
Deixai, doravante, vós, criaturas humanas terrestres da época atual, de formar uma opinião sobre coisas que não podeis compreender!
Demasiado pesada é a culpa que, com isso atirais sobre vós. Não menos pesada do que aquela que outrora os seres humanos lançaram sobre si quando, por bronca cegueira, atiraram muitos milhares ao sofrimento e à miséria tirando, de muitos mesmo, a vida terrena com a morte pelo fogo, após dias cheios de martírios. Perante a lei do Senhor é o mesmo se hoje acusardes a tais de fraude ou apenas de grosseira mistificação!
Esforçai-vos, finalmente, por cumprir vossos deveres para com vosso Deus e em reconhecer as leis de Deus, antes de quererdes julgar! Não tendes direito algum a esperar por perdão.
Vós mesmos perdestes o direito devido a vossa própria lei de que o desconhecimento não pode proteger ninguém do castigo!
Olho por olho, dente por dente, assim sucederá agora com aquelas criaturas humanas que não querem de modo diferente e não ouvem a lei do Senhor!
Abdruschin
Excerto da dissertação, No limite da Matéria Grosseira, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 138) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.
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