Deus não é fruto da filosofia do homem, mas o homem é fruto da Vontade de Deus!

Sábado, 17 de Dezembro de 2011

O Nome

É uma lástima que até mesmo perante coisas sérias os seres humanos passem de maneira obtusa e que, em sua indolência espiritual, apenas reconheçam tudo quanto são obrigados a reconhecer. Todavia nessa indolência mortífera se acham apenas os efeitos da livre vontade de toda a humanidade até agora empregada tão pecaminosamente. Todos os seres humanos se acham dentro da lei, como qualquer criatura; são segurados e perpassados pela lei e, dentro da lei, e através da lei, se originaram também. Vivem nela e, com o livre arbítrio, tecem eles próprios o seu destino, os seus caminhos.
Esses caminhos tecidos por eles próprios também os levam acertadamente, nas encarnações aqui na Terra, àqueles pais de que necessitam imprescindivelmente para a sua infância. Assim chegam, também, àquelas condições que lhe são úteis, porque recebem assim exatamente aquilo que, como fruto dos fios da própria vontade, amadureceu para eles. E da experiência vivencial daí resultante, continuam a amadurecer; pois, se a vontade anterior foi má os frutos serão correspondentes, aos quais elas devem aí aprender a conhecer.
É esse acontecer, com suas indesviáveis consequências finais, simultaneamente também com a satisfação constante dos desejos já tidos e que escondidos repousam em cada vontade, que constituem o impulso para cada vontade. Tais frutos, porém, muitas vezes chegam numa vida terrena posterior, mas nunca deixam de surgir. Residem nessas consequências, além disso, concomitantemente, ainda os resgates de tudo aquilo que o ser humano formou até aí, seja de bem ou de mal.
Tão logo extraia disso ensinamentos para o reconhecimento de si mesmo terá também a possibilidade absoluta de subir a cada instante, bem como de qualquer situação da vida; pois, nada é tão difícil que não se possa modificar com sincera vontade para o bem. Assim age tudo em constante movimento, sem interrupção na Criação toda e, sempre, também, o espírito humano tece, como toda criatura, seu destino nos fios da lei, o modo de ser do seu caminho.

Cada manifestação do seu espírito, cada oscilação da sua alma, cada ação do seu corpo, cada palavra, ata para ele inconsciente e de modo automático novos fios aos já existentes, uns aos outros, uns com os outros, uns através dos outros. Forma e forma; já de antemão aí o nome terreno que, numa vindoura existência terrena, deverá usar, e que, inevitavelmente, terá que usar, já que os fios de sua própria tessitura, segura e imutavelmente, o conduzem para lá! Por isso cada nome terrestre também está na lei.
Nunca é casual, nunca sem que o próprio portador tenha antes estabelecido a base para tanto, porque cada alma corre pelos fios da própria tessitura, como sobre trilhos, irresistivelmente para lá, para a encarnação, exatamente aonde pertence segundo a lei primordial da Criação. Endurecem aí os fios, por fim, cada vez mais na progressiva densificação material, onde as irradiações da parte mais densa da matéria fina se tocam estreitamente com as irradiações da parte fina da matéria grosseira, dando-se as mãos para uma interligação firme, de espécie magnética, para o tempo de uma nova existência terrena.
A existência terrena de cada vez perdura então tanto, até que a intensidade original dessas irradiações da alma se modifique através de resgastes de toda sorte na vida terrena, com o que, simultaneamente, aquela força de atração magnética se dirija mais para cima do que para baixo, para o que é de matéria grosseira, pelo que, por sua vez, resulta, finalmente, na separação da matéria fina da alma do corpo de matéria grosseira, de acordo com a lei, visto que uma verdadeira mistura nunca ocorreu, mas, tão só, uma anexação que foi mantida de maneira magnética através de uma bem determinada força calorífica das irradiações mútuas.
Mas também acontece que a alma de um corpo destruído por violência ou combalido por doença, ou enfraquecido pela velhice tenha que se separar no instante em que este, devido ao seu estado alterado, não possa gerar mais aquela intensidade de irradiação que produza tal força de atração magnética necessária, a fim de cooperar na ligação firme da alma com o corpo!
(…)

Abdruschin

Excerto da dissertação, O Nome, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.

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