Deus não é fruto da filosofia do homem, mas o homem é fruto da Vontade de Deus!

Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Peregrina uma alma

Expliquei nas duas últimas preleções os processos ligados diretamente à estada terrestre do ser humano na planície da matéria grosseira mediana e que até agora tem sido chamada a esfera astral pelos que disso têm conhecimento. Além dos processos ali mencionados, existem ainda muitos outros que também pertencem ao campo de atividade dos enteais. Mas como essas espécies de trabalho só se põem indiretamente em contato coma s almas humanas, por hoje ainda calaremos a esse respeito, passando antes a tratar do processo mais próximo: a própria alma humana em ligação com o que já foi explicado. Acompanhai-me, portanto, num breve trecho do caminho que a alma tem que perfazer após se desprender do seu corpo terrestre. Queremos observar os primeiros passos.

Achamo-nos na matéria grosseira mediana. Diante de nós vemos fios do destino com espessuras e cores diversas, dos quais já falamos nas últimas preleções quando examinamos a atuação dos pequenos enteais. Desligaremos tudo mais. Pois na verdade, bem junto e entrelaçando-se, existe nessa reta do percurso algo mais do que apenas esses fios. Aparentemente, esses fios se movem de leve, sem atividade muito especial, pois se trata de fios que faz tempo já que foram urdidos. De súbito, um deles principia a estremecer. Estremece e se põe a mexer, a inchar, a tomar cor mais densa, mostrando-se em tudo cada vez mais vivo… uma alma desprendeu-se do corpo terrestre a que estava ligada por aquele fio. E aproxima-se do lugar onde a aguardamos. A cena parece-se com a dada por uma mangueira de bombeiro e por onde de repente principia a irromper água. Pode-se observar exatamente o caminho da água que se aproxima, à medida que ela vai avançando na mangueira. Assim é o processo nos fios do destino que chegam ao ato de libertação, quando a alma tem que caminhar pelo trajeto já desligado. As irradiações do espirito na alma irrompem para fora dela e vivificam o fio do seu caminho, mesmo que tal fio até então tenha sido fraco em sua atuação. Nesse vivificar se reforça a tensão puxando a alma energicamente para o ponto onde se encontra a ancoragem mais próxima desse fio.

Nesse lugar de ancoragem há um formigar de espécies congéneres desses fios que se ligam a almas que ainda estacionam em corpos terrestres materiais. Outras almas já se encontram no lugar quando já se despediram da Terra e têm que usufruir ali os frutos que amadurecem pela atuação e pelos cuidados dos pequenos enteais segundo as espécies de fios que agem como cordões espermáticos. As formas desses frutos são em tal lugar de uma espécie determinada e uniforme. Suponhamos que seja um lugar de inveja, que na Terra tem área tão ampla e entre os seres humanos terrenos tem um solo tão fértil. Por isso o lugar de ancoragem desses fios é imenso e polifacetado. Paisagens ao lado de paisagens, cidades ao lado de aldeias com as correspondentes atividades de toda sorte. Mas em toda a parte espreita a repugnante inveja, contaminando tudo. Ela tomou formas de caricaturas asquerosas que se movem e agem naquelas regiões. Agem sobre as almas atiradas naquelas paragens, e agem de maneira acentuada e mais forte para lhes fazer sentir de maneira intensa de que modo importunaram impertinentemente os seus semelhantes aqui na Terra.
(…)
Vedes assim que em todo e qualquer acontecimento reina sempre justiça! Por conseguinte é previsto que os indiferentes sejam jogados para fora da Luz conforme acontece literalmente. Todos os auxiliares enteais, grandes e pequenos, serão agora libertados de, em cumprimento da lei, terem de produzir formas ruins e falsas, forçados pelo erróneo querer dos seres humanos. E das trevas, que foram separadas, ao mesmo tempo, será retirado todo o enteal, pela força da Luz, à qual eles, em jubilante regozijo, se associam estreitamente, a fim de agora formarem e conservarem aquilo que é desejado pela Luz. Nisso eles se revigoram em nova força, a fim de vibrarem juntamente com toda a Criação, em meio da flutuante Luz Divina! Honra seja feita a Deus, que somente semeia o Amor! Amor que também se revela na lei da destruição das trevas!

Abdruschin

Excerto da dissertação, Peregrina uma Alma…, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.

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